Parque Ibirapuera

Ibirapuera é uma palavra que tem origem na língua tupi (ypi-ra-ouêra) e significa “pau podre ou árvore apodrecida”.

A região onde hoje está o Parque Ibirapuera era um terreno pantanoso de várzea, parte de uma aldeia indígena na época da colonização.

No século XIX predominavam chácaras e pastagens na área que era alvo de disputas entre Estado, Município e particulares. A partir de 1835, várias leis são criadas para resolver a questão.

Em 1887, a área passou a ser reivindicada pela Câmara Municipal de São Paulo a fim de que a região abrigasse um “campo para o povo”, um lugar destinado ao uso público.

Em 1916, durante o governo do prefeito Washington Luis, o estado transfere para a prefeitura boa parte dos terrenos devolutos ali encontrados.

José Pires do Rio, prefeito da cidade de São Paulo entre 1926 e 1930, idealizou a transformação da área em um parque como o Bois de Boulogne em Paris, o Hyde Park em Londres ou o Central Park em Nova Iorque. O obstáculo representado pelo terreno alagadiço frustrou a ideia. Ainda assim, foram iniciados os primeiros estudos para o plantio de espécies vegetais no parque, bem como foram criados alguns caminhos e o lago do Ibirapuera.

Em 1927, Manuel Lopes de Oliveira, mais conhecido como Manequinho Lopes, então diretor da Divisão de Matas, Parques e Jardins de São Paulo, iniciou o plantio de centenas de eucaliptos australianos buscando drenar o solo e eliminar a umidade excessiva do local.

Em 1928, o viveiro municipal da Água Branca é transferido para o Ibirapuera, o que veio garantir à cidade a posse definitiva do terreno. A implantação do viveiro no parque pode ser considerada a primeira grande realização para sua construção.

Em 1930, o Parque Ibirapuera já aparecia na Planta da Cidade de São Paulo elaborado pela 7a Seção da Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura Municipal.

No começo de 1938, Manequinho Lopes fica doente e acaba falecendo. Em 14 de março de 1938, o viveiro municipal localizado dentro do Parque Ibirapuera recebe o nome de Viveiro Manequinho Lopes.

Em 1951, o então governador Lucas Nogueira Garcez institui a “Comissão do IV Centenário de São Paulo”, uma comissão mista composta por representantes do Estado, do Município e da iniciativa privada. Presidida por Francisco Matarazzo Sobrinho, também conhecido como Ciccilo Matarazzo, a comissão se encarregou da escolha do local para sediar as comemorações dos 400 anos de São Paulo, bem como da encomenda do projeto e a construção do parque que viria abrigar os festejos. O parque teria projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e projeto paisagístico do engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes.

No final de 1952, são removidos 186 barracos que abrigavam 204 famílias que moravam numa favela situada entre as ruas Abílio Soares e Manoel da Nóbrega.

Em 8 de abril de 1953, Jânio Quadros assume a prefeitura de São Paulo e licitações programadas são suspensas. Era o começo das hostilidades e desavenças entre o prefeito Jânio Quadros e o presidente da Comissão do IV Centenário Ciccilo Matarazzo.

Três anos depois de iniciadas as obras, no aniversário de 400 anos da cidade de São Paulo em 25 de janeiro de 1954, ela não pode contar com a inauguração do Parque, que só ficaria concluído sete meses depois inaugurado em 21 de agosto de 1954.

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